Blog do Laio

20 de setembro de 2009

Conexão PE

Avaliação dos shows de sexta:


Guizado - Foi chato. Bons músicos não fazem necessariamente música legal. Os sons são ótimas trilhas, mas para se ver um show...


Ortinho - Muito bom. Esse cara merece mais espaço na mídia.


Nação Zumbi - Muito bom, como sempre. Mas o show começou quase 01h da manhã. O Citibank (ex-Palace) estava extremamente lotado, mal dava pra se mexer na pista. E o som, muito mal equalizado. O público merece ser mais bem tratado.

14 de agosto de 2009

Céu fez o show do ano no Sesc Pompéia

Ontem, Choperia do Sesc Pompéia. Showzaço da Céu. Eu nunca tinha visto a moça em ação. Pena. Perdi. Ela canta demais. Muita simpatia e nada de estrelismo. Se diverte no palco e diverte o público, que compareceu em massa. A banda é muito boa. O disco não perde nada executado ao vivo, pelo contrário. A presença da cantora supre a falta de todos elementos do estúdio que não vão para cima do palco.

Quando rolar o lançamento oficial do disco, estarei lá. Todos deveriam.

22 de dezembro de 2008

Os 10 melhores filmes

Chegou a vez dos filmes. Os melhores de todos os tempos (de hoje...) são esses:

1 - Pulp Fiction (1994)
dir.: Quentin Tarantino

Talvez esse seja o maior culpado por eu ter ido trabalhar com audiovisual. Depois dele, diversos filmes começaram a jogar com a montagem dentro da trama. Além disso, Tarantino é o cara mais completo do cinema. Faz tudo bem: produz, dirige, escreve, atua etc. Melhor filme, melhor diretor.


2 - Cidade de Deus (2002)
dir.: Fernando Meirelles

É um filme impecável. E foram brasileiros que o fizeram. Tudo perfeito. E olha que a maioria dos atores são... não-atores.


3 - O Mágico de Oz (1939)
dir.: Victor Fleming, King Vidor, Richar Thorpe

Vi pela primeira vez quando era criança e a cada vez que vejo de novo, volto um pouco no tempo. O Mágico faz a gente acreditar que de fato existe a tal "magia do cinema".


4 - O Filho da Noiva (2001)
dir.: Juan José Campanella

Quase todos os gêneros e quase todas as emoções num filme só. O protagonista é interpretado pelo genial Ricardo Darín, um dos meus atores preferidos.


5 - Os Intocáveis (1987)
dir.: Brian de Palma

Gângsters, ação e um elenco classe A. O melhor dos "filmes de menino".


6 - A Estrada Perdida (1997)
dir.: David Lynch

O quebra-cabeça se monta, mas não sabemos o que forma. Ou será que sabemos? Para sentir.


7 - O Homem Que Sabia Demais (1956)
dir.: Alfred Hitchcock

Por isso, o apelido de "o mestre do suspense".


8 - Laranja Mecânica (1971)
dir.: Stanley Kubrick

Não precisa dizer nada, né?


9 - Cantando na Chuva (1952)
dir.: Stanley Donen, Gene Kelly

Vi pela primeira vez no cinema (! - sim, mas num relançamento...). Saí do cinema querendo pegar meu guarda-chuva e dançar na rua. Isso, vindo de um cara que odeia musicais.


10 - Ilha das Flores (1989)
dir.: Jorge Furtado

Esse, muitos viram no colégio. Único curta-metragem da lista, é uma idéia genial de um cara que só faz filmes legais.

19 de dezembro de 2008

Os 10 melhores discos

Bom, desafiado pelo grande Santo, do blog Fala 7 Cordas, publico a minha lista dos 10 melhores discos de todos os tempos. Válida até amanhã, já que a mesma está em constante modificação. Nem tanto pelos lançamentos, mas sim pela minha cabeça que a cada hora se empolga com um som diferente.

Oito dos discos são da década de 90 para cá. Meu tempo é hoje e não tenho que fazer justiça pela história de ninguém. Então, não há nenhum disco de Chico Buarque, Caetano, Gil, Beatles etc. Todos têm uma grande obra e alguns grandes discos, mas nenhum tão legal quanto os ques estão listados abaixo. Isso, é claro, na minha modestíssima opinião. À lista:

1 - O dia em que faremos contato
Lenine

Esse está no topo da lista desde que foi lançado, em 1997, ano em que entrei na Faculdade. Até então, ouvia mais rock que outras coisas. Depois desse disco, descobri o quanto o mundo musical é vasto e vi que Seattle em comparação com Recife era brincadeira de criança.

A internet egatinhava no Brasil. O disco começa com o ruído da antiga conexão discada e o mundo se abre para o ouvinte, que irá do sertão ao espaço.

O disco é perfeito. Todas as músicas são boas e têm o seu potencial máximo extraído pela impecável produção de Chico Neves. Não sei quem é esse cara, só sei que tudo que ele faz é bom. Acho que já falei isso aqui...

Até hoje, sempre que ouço O dia em que faremos contato é um momento especial.


2 - Da Lama ao Caos
Chico Science & Nação Zumbi

Comparei Recife com Seattle, então Chico Science & Nação Zumbi são o nosso Nirvana. Mas, melhores em tudo: melhores músicos, melhores compositores etc.

É a mistura de ritmos e estilos que mais deu certo na história da música. O disco tem um pouco de tudo que é bacana, na medida. Pra não dizer que não falta nada: a produção deve um pouco. Por se tratar de um lance novo e revolucionário, talvez fosse mesmo difícil de lidar com a quantidade de informações trazidas.


3 - Acabou Chorare
Novos Baianos

Os nossos hippies também são mais legais que os outros. Têm samba, choro, cavaquinho e pandeiro além de guitarra, baixo e bateria que não devem nada para gringo nenhum.

O disco é tão bom, que parece uma coletânea. Se fossem pernambucanos, talvez estivessem no topo da lista.


4 - Rage Against The Machine
Rage Against The Machine

Álbum de estréia da melhor banda gringa dos 90. Zack de La Rocha brada letras de conteúdo político apoiado pela base vigorosa comandada por Tom Morello, um dos guitarristas mais bacanas da história.

Os outros trabalhos da banda também são excelentes.


5 - EletroBenDodo
Lucas Santtana

Mais um disco produzido por Chico Neves. Já falei desse (e dos outros) disco(s) do Lucas em uma das publicações anteriores.


6 - Ventura
Los Hermanos

Os irmãos já vinham de um discaço (Bloco do Eu Sozinho). Nesse aqui, mostraram que vieram para ficar. Ótimas composições de Camelo e Amarante muito bem tocadas e produzidas.


7 - Aboiando a Vaca Mecânica
Lula Queiroga

Esse parceiro do Lenine arrebentou nesse desconhecido disco de estréia. Pena que pouca gente ouviu.


8 - Fa-Tal
Gal Costa

Esse é o único disco ao vivo da lista. E prova que a Gal já foi legal. O repertório é finíssimo e a moça está cantando demais.


9 - Clandestino
Manu Chao

Canções simples e legais com letras em francês, espanhol, inglês e português, sem pausa entre as faixas e mais uma produção bem bacaninha.



10 - Rey Sol
Fito Páez

Melodias bonitas, letras legais. Tudo bem tocado e bem cantado. Acho que inventaram música para que caras como esse fizessem discos assim.

29 de julho de 2008

Tristeza sobre rodas

Quem viu Ladrões de Bicicleta de Vittorio de Sica, marco do Neo-Realismo italiano, chorou. Ou pelo menos teve que segurar as lágrimas.


Quem assistir a O Banheiro do Papa vai passar por algo parecido. Outra época, outro país, outro contexto. Mas diversos elementos são comuns: o mercado negro, o retrato degradação dos homens pela necessidade e principalmente a carga dramática.


Em 1988, uma cidadezinha do Uruguai, próxima a fronteira com o Brasil, aguarda a visita do Papa João Paulo II. Os habitantes da cidade esperam milhares de brasileiros e pretendem lucrar com eles. Criam barracas para vender de tudo: souvenires, comida, etc. Beto, um contrabandista que usa uma bicicleta para cruzar a fronteira diariamente, tem a idéia de construir um banheiro e cobrar uma taxa dos visitantes. A “viagem” é acompanhada pelas incrédulas esposa e filha. Seria cômico, se não fosse trágico.


É a estréia na direção dos uruguaios Enrique Fernandez e César Charlone. O último é o diretor de fotografia de Cidade de Deus. Não esperem nada do tipo, O Banheiro do Papa tem outra pegada.


Um belo filme. Sensível e melancólico. Algo que a trilha sonora original composta pelos músicos uruguaios do Bajofondo Tango Club (Luciano Supervielle e Gabriel Casacuberta) só ajuda a reafirmar.


Não sei por que, mas todo drama que tem bicicleta é triste para caramba...


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Para a Jungle Drums (http://www.jungledrumsonline.com/) de Julho/08

31 de maio de 2008

10 melhores pratos de São Paulo

Seguindo a onda do grande parceiro Santo (blog Fala 7 Cordas), publico a minha lista dos 10 melhores pratos de São Paulo (os dos restaurantes, é claro, senão a dona Antonia estaria nas 5 primeiras posições):

1 - Nachos Supreme do El Kabong

2 - Filé a Oswaldo Aranha do São Cristóvão

3 - Pizza Maria Bonita da Pedal (pizzaria por metro da Pompéia)

4 - Ceviche do El Guatón

5 - Temaki do Musashi

6 - Chilli Fries do Rockets

7 - Sanduíche de mortadela do Mercado Municipal

8 - Beirute do Toninho & Freitas

9 - Sanduíche de pernil do Estadão

10 - X-Tártaro do Hobby


Hoje é isso, amanhã já mudei de idéia...

4 de julho de 2006

Lucas Santtana

O baiano Lucas Santtana é sem dúvida um dos artistas mais interessantes do ano 2000 pra cá. Filho de Roberto Santt'Ana (produtor musical, ligado à Tropicália) e sobrinho de Tom Zé, faz um som que tem como característica a diversidade. Rock, samba, reggae... vale tudo. Pra entender, só ouvindo.


Bom (e multi-)instrumentista –são dele, por exemplo, as flautas do disco acústico do agora ministro Gilberto Gil– atualmente ataca mais na guitarra e no cavaquinho. Bom também nas letras, fala de temas atuais e sociais.


Tem três discos lançados:


Eletro Ben Dodô (2000) é o primeiro e mais bacana. O título remete às influências, que vão do trio-elétrico (de Dodô) à música eletrônica, passando por Jorge Ben. Para mim, um dos maiores discos da música brasileira (e por conseqüência, mundial). O produtor, Chico Neves, é o melhor (do Brasil e do mundo).


Parada de Lucas (2003) é menos "pesado" que o anterior e segue misturando ritmos. Desta vez, flerta até com o funk carioca.


3 Sessions in a Green House (2006) é o mais recente. As misturas continuam. A influência do dub é a mais evidente e talvez por isso seja o seu disco mais difícil. Mas como sempre, tem grandes momentos como em "Tijolo a Tijolo, Dinheiro a Dinheiro ". Há ainda boas interpretações para "Pela Orla dos Velhos Tempos", da Nação Zumbi e para "Faixa Amarela" (dubvertida), do Zeca Pagodinho. De quebra, uma nova versão para "Ogodô Ano 2000" de e com o tio Tom Zé.


Pra conhecer Lucas Santtana o endereço é www.diginois.com.br . Algumas músicas dos três discos estão lá. De "3 Sessions..." dá pra baixar todas as faixas autorais. Tem também uma "faixa aberta" ("Lycra-Limão"): as linhas de guitarra, baixo, bateria, percussão, voz e metais podem ser baixadas, remixadas e enviadas ao site para serem compartilhadas.


O site, aliás, é muito bom. Funciona também como um blog do Lucas, tem ótimos textos sobre todos os discos e outras coisas mais.